Psicologia – Orientação ao paciente

Ana Luiza de Figueiredo Steiner


Mestre em Psicologia Clinica - USP. Especialista em Saúde Publica - USP. Especialista em Técnicas e Cuidados Integrativos - UNIFESP. Docente no curso de Técnicas e Cuidados Integrativos - UNIFESP. Colaboradora no Setor de Doenças Neuromusculares - UNIFESP e ABrELA como psicóloga. Consultório clinico e psicodiagnóstico com ênfase no teste de Rorschach.

Antonio Geraldo de Abreu Filho


Mestre pelo Instituto de Psicologia da USP, doutor pelo setor de neurologia da UNIFESP/EPM, membro efetivo do Departamento Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, docente do curso Fundamentos da Psicanálise e sua Prática Clínica (Sedes Sapientiae) e do curso Formação em Psicanálise do CEP (Centro de Estudos Psicanalíticos), Coordenador do curso de Teorias e Técnicas para Cuidados Integrativos pela UNIFESP.

A psicológica repercussão no paciente com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

 

A ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) é uma doença degenerativa, progressiva e até o momento sem prognóstico de cura.

Quando um paciente recebe o diagnóstico de ELA a sensação é de um balde de gelo caindo em sua cabeça. É desta forma que boa parte dos pacientes descreve a sensação quando recebem a notícia do diagnóstico de ELA. Foi a partir destes relatos que surgiu a campanha do Balde de Gelo com a finalidade de arrecadar fundos para ABrELA.

Esta sensação de balde de gelo na cabeça é uma resposta frente a uma situação nova e assustadora que representa uma ruptura em sua vida para o inicio de uma nova etapa de vida em que a ELA se faz presente. Cada paciente tem uma reação diferenciada que pode ser de negação, dizendo que não entendeu o que o médico disse, que o médico está errado, que ele não tem nada disso, que está sendo falado, até na possibilidade de entrar em depressão profunda. Tais reações estão relacionadas ao modo que cada um organizou sua vida no decorrer do tempo, envolvendo questões emocionais, psicológicas, sociais, culturais, ambientais, relacionamento familiar e com as demais pessoas, fatores de personalidade, etc, são muitos os fatores que acabam interferindo...

A ELA, assim como as demais doenças, necessita de uma equipe multiprofissional que atenda o paciente em sua totalidade: Há uma equipe multiprofissional que atende o paciente: neurologistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, etc. O apoio emocional pode ser dado pelos psicólogos, caso o paciente queira, se baseia em conversas feitas, onde o paciente poderá expressar o que estiver sentindo; seus sentimentos poderão ser expressos e com isso haverá a possibilidade de se conversar sobre as angústias, ansiedades, sofrimento, enfim tudo aquilo que consegue expressar. Isso ajuda a minimizar as angústias vividas, abrindo novas situações a serem conversadas, pensadas, refletidas e analisadas. Quando o sofrimento psíquico não pode ser expresso ele se direciona para o corpo. Assim como os alimentos uma vez ingeridos e processados pelo organismo, existem 3 possibilidades de ser eliminados: pelo suor, urina e fezes; com as emoções acontecem coisas semelhantes, uma vez vividas, se não foram faladas, ou seja, se não sair pela boca, sairá pelo corpo, através de sintomas ou manifestações psicossomáticas. Antes que isso venha acontecer, o apoio emocional tem a possibilidade de ajudar a não gerar nem sintomas, nem manifestações psicossomáticas. Ai a importância de se ter um psicólogo na equipe. Essa é uma das razões de psicólogos fazerem parte de uma equipe multiprofissional.

Como ajudar
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